Nossa historia

Sonho encontro no prédio

A transição do sonho para a vigília foi rápida. Minha namorada me acordou e no mesmo instante eu sabia que tinha sonhado e me lembrava exatamente de onde estava…

Era um prédio velho e abandonado. Talvez ele fôra abandonado antes de a obra estar concluída, talvez ele fôra bombardeado e então abandonado ou talvez ele fôra abandonado à sua própria sorte contra o implacável tempo.

Não me lembro como entrei no prédio, mas eu estava em sua escadaria. Sua arquitetura possuía a escadaria de emergência no centro do prédio e não observei nenhuma outra forma de transitar entre os andares que não essa escadaria. Se alguém olhasse o prédio de fora, talvez visse os andares vazios, sem paredes, sem mobílias, sem divisões quase e a escadaria como coluna central de sustentação de cada andar.

A luz ambiente era escura, como num dia nublado ao entardecer. Eu descia as escadas do prédio e já descera vários andares sem parar. Estava acompanhado da presença de minha namorada; atrás de mim, sem que eu a visse, mas eu sabia que era ela e que estava lá. A quantidade de andares no prédio era infinita, pois eu sabia que poderia descer o quanto eu quisesse e eu nunca chegaria ao fim. E não necessariamente a altura do prédio era infinita, pois eu tinha a impressão que descia a partir do solo para baixo; como se o prédio fosse infinito dentro do subsolo.

Num dado momento, num dado andar, sem razão nenhuma porque ele era igual a todos os andares pelos quais eu já passara, algo em mim fez-me parar. Saí da escada e entrei no andar. Havia algumas paredes, mas que não parecia formar nenhum cômodo. Os andares pareciam como amplos espaços destinados a atêlies ou escritórios ou galpões. A minha sensação era de que havia entulho acumulados em algumas partes daquele andar. Andei à minha esquerda e entrevi uma caixa no chão, semelhante a essas caixas de plásticos usadas em feiras de frutas. Havia duas pernas saindo dessa caixa e com os pés para o alto. Caminhei em direção a essa caixa, pois uma parede não me permitia vê-la por inteiro.

Quando cheguei mais próximo, as pernas saltaram para fora da caixa e trouxeram consigo uma moça. Era uma moça que estava dentro da caixa com as pernas para o alto. Quando a vi de pé, senti uma dor no coração! Ela era tão magra que parecia desnutrida e sua situação de morar dentro de uma caixa num prédio abandonado foi-me dolorosa e apiedei-me. Talvez eu me sentisse culpado pela situação dela, daí a dor. Ao apiedar-me, queria redenção. Ajudei-a e acolhi-a, em busca de seu perdão.

Acordei! E uma pergunta me inquietava: quem é ela?

Eu acho que é minha intuição. E você? Responda nos comentários.

prediosonho

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