Reflexões

Raiva e ódio (anger and hate)

Há uma semana e meia, mais ou menos, fui assolado por uma raiva e um ódio enormes! Raiva e ódio de tudo e de todos! Um desejo forte de auto-comiseração e auto-destruição imploravam para emergir.

A Lih sempre quis que eu expressasse minhas emoções. Dessa vez, então, fiz diferente e mostrei-lhe falando sobre elas. Abandonei meu auto-controle de manter pensamentos positivos, de tirar lições de tudo, de fingir alegria até ela chegar. Estava puto da vida e ponto final. No trabalho e na rua, comprimentava a todos com um sorriso no rosto, mas no exato instante em que descruzávamos o olhar, fechava novamente o semblante e sentia mais raiva ainda.

Contive o ímpeto de destruição. Pelo menos externa. Quis usar todas aquelas emoções para destruir tudo dentro de mim! Todas minha crenças, todos meus traumas, toda minha arrogância, todo meu orgulho. Destruir tudo para recomeçar com a mente aberta a novos aprendizados.

Aos poucos, a raiva e ódio foram se dissipando. Anteontem, eu sorria naturalmente. Ontem, esforcei-me para recuperar aquele estado de ódio, mas não consegui. Aonde foram parar aquelas emoções tão fortes, tão sedutoras, tão negativas? Eu saboreava aquela raiva do mundo, aquele ódio contra mim mesmo. Estavam se tornando deliciosos. Mas, foram embora.

A Lih apoiou-me nesse movimento de flerte e aceitação com minha sombra. Isso foi muito importante. Apesar do desfecho positivo, continuo intrigadíssimo sobre a dinâmica própria dessas emoções, que vieram e se foram a despeito de qualquer controle racional.

hate

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