Crônicas

Sonho: adversidades

Sonhei. Acordei. Não consegui levantar de tanta consternação pelo sonho. Rolei na cama adormecendo e acordando na hora e meia seguinte. São fragmentos.

Eu estava numa sala. Parecia um quarto de dormir de uma criança. Não havia, no entanto, nada físico que induzisse a essa caracterização, apenas uma sensação. No quarto, havia uma espécie de barraca. A estrutura era paracida com esses varais de chão para roupa: tubular, branca, de metal, frágil. A barraca ocupava quase o quarto todo. Havia um edredon por cima do varal que revestiria a cabana. Eu tentava prender o edredon para completar a proteção da barraca. Mas ventava muito. O varal possuía alguns encaixe cilíndricos, semelhantes a moedas, nos quais as pontas do edredon, com ilhós, eram encaixadas. Era necessário encaixar todos simultaneamente para estabilizar a fixação, mas, sozinho, eu conseguia fazer uma ponta de cada vez. Quando eu encaixava uma e ia para a próxima, a uma era desencaixada pelo vento. Ventava um vento frio, com flocos de neve. Eu estava preocupado e correndo contra o tempo. Além do frio que poderia ser mortal, a barraca protegeria nossos equipamentos. Éramos uma equipe de pesquisadores. Nossos equipamentos estavam dentro da barraca. Éramos uma equipe, mas eu estava só. E um dos equipamentos era muito sensível e perigoso. Ele continha um espécime capturado. Era uma fêmea. Ela tinha um instinto maligno. Minha sensação era de que ela era como o personagem Alien, do filme. Ou a alienígena, de A Experiência.

Estava na rua da casa onde cresci. Minha avó era viva. Minha mãe talvez converssasse com ela em sua casa, na esquina. O dia estava bonito. Mas havia de errado. Acho que o espécime escapara. Ele atacara a Diva, minha tia-avó índia. Sugara suas energias. Ela estava seca como uma múmia e pálida como um pano branco amarelado de velho. Levava-a da casa da minha avó para a casa da minha mãe. Na frente do portão desta, uma moto passa pela rua. Duas pessoas, um guia e uma mulher gorda demais na garupa. A mulher suga e esferas de energia saem da Diva em direção à boca da mulher gorda. Indignado, corro com a Diva no colo até a esquina e chego à praça, para tirar satisfação com aquela mulher e exigir a energia da Diva de volta. Ao chegar perto, antes que eu pudesse fazer ou falar qualquer coisa, a mulher gorda simplesmente suga a Diva inteira. E parte embora.

Na cozinha da casa da minha avó, havia apenas uma cama de casal enorme. Eu estava apenas de camiseta, sem nada por baixo. Talvez eu estivesse deitando-me. Entra um homem, um médico. Conversamos um pouco e, envergonhado, coloco um short. Ele diz que faço muito bem, vai que algo acontece e preciso sair debaixo dos lençóis. Com short fica mais fácil. Por algum motivo, coloco-o contra parede, inquerindo-o. Ele recua intimidado entre mim e a parede. Ele parece velho e debilitado. Vacila na fala, não soa como um médico.

Estou num ginásio, jogando basquete. Parece que existe apenas o time adversário e eu. Não sei quem é meu time ou se ele está lá. Os adversários sempre reclamam de mim. Dizem que estou marcando fora da minha zona de marcação e me desculpo, dizendo não saber e pedindo que me ensinem. Numa disputa de bola, minha mão bate de leve no nariz do adversário, que se indigna. Ele sai do campo e eu vou atrás, pedindo desculpas por não saber jogar. Quando o juiz vem para decidir se é falta ou não, saio da minha postura de assumir o erro e fico calado, deixando que o juiz se entenda com o jogador supostamente agredido.

Estou tomando banho no banheiro da suíte da casa da minha mãe, onde sempre tomamos banho quando morávamos lá. O banheiro tem revestimento em marrom claro e o boxe é de vidro, marrom escuro, translúcido. Vejo algo passando pela porta do banheiro e rapidamente abro a porta do boxe e peço por ajuda. Desesperadamente, peço que ele fique, que se aproxime, que venha, que me ajude. Ele é um alienígena, da metade da minha altura (da altura de uma criança humana), marrom, com uma cabeça grande e desproporcional, com dois grandes olhos e outros dois olhos pequenos acima de cada olho grande. Ele era pacífico, mas parecia hesitar se me ajudaria ou não.

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