Crônicas

Sonho: angústia (dream: anguish)

No sonho de hoje, primeiro de agosto, quarta-feira, senti muita angústia! Lembro-me apenas de uma cena.

Eu estava no jardim da frente da casa em que cresci. Penso que estava acompanhado, talvez pela Lih. Um grupo de pessoas vem pela rua, deviam ser cerca de oito pessoas. Acho que primeiro elas desceram pela rua até a esquina e depois tornaram a subi-la. Entre elas, reconheci meu irmão.

Ele passou de mão dada com uma mulher gorda, era sua esposa. Sua filha, apesar de eu não a ver, sentia-a de garupa nos seus ombros. Eles passaram e logo depois senti um desespero por meu irmão. Ele estava descalço, com os pés sujos, machucados, a sola do pé era grossa como quem há muito caminha descalço; estava com o cabelo engruvinhado de tanto tempo sem tomar banho; o lado esquerdo de seu rosto estava manchado e com várias verrugas que causavam repulsa. Parece que ele era um sem-teto, um retirante, um desalojado, um pária sujeito às piores vicissitudes da carne. E a maior agonia que eu sentia era por saber tacitamente que ele escolhera tudo aquilo! Deliberadamente ele escolheu o caminho que o transformou naquela aparência repulsiva e obrigou sua esposa e filha àquilo. Senti um desespero para ajudá-lo, mas ele não atendia aos meus chamados e o muro e a grade da casa nos seperava. Senti um desepero por minha sobrinha que o acompanhava feliz, ignorante da sua condição deplorável. De repente o alarme de um carro toca alto debaixo da janela do quarto!

Levanto assustado quase correndo para ir à sala ver o que acontecia e providenciar a segurança do meu lar. Quando chego à porta do quarto dou-me conta que estou num apartamento e que o alarme não indica uma invasão da casa. É só um carro que está lá embaixo na garagem. Deito com o coração acelerado e apertado de angústia e desespero.

(during today’s dream, August first, Wednesday, I felt a lot of anguish. I remember only one scene.

I am at the front garden of the house where I grew up. Perhaps Lih is with me. A group of strange people, eight more or less, come down the street. Among them I recognized my brother.

He walks hand-by-hand with a fat woman, his wife. His daughter, despite I do not see her at the dream, is there in his shoulders. After they pass, I feel a strong desperation for my brother. He is barefoot, without any shoes, his feet are are dirty, wounded, the sole is thick like a long-term hiker with shoes; her hair is greasy so long he does not take a shower; his face’s left side has a blemish and all that disgusting wart cause me detestation. He looks like a homeless, a refugee, an evicted, a waif subjected to the worst vicissitudes of the flesh. The anguish I feel is so intense because I know he himself chose that condition! Deliberately he chose the path which transformed him into that repulsive monster. And he obliged his wife and daughter! I feel an intense desperation for helping him, but the does not listen my calls and the wall and the grid split us. I also feel a desperation for my niece, on her only four innocent years, happily going along with her father, ignorant of his deplorable condition.

Suddenly, the alarm of a car screams out loud! I get up scared, running to the living room ready to defend my home security. When a open the bedroom door, I realize that I am at my apartment and the alarm is just a car downside at the garage. I lay on bed again with my heart spinning and suffering for my brother.)

gangustia

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